Rais partam isto

Textos que não interessam a ninguém escritos por um niilista agnóstico(seja lá isso o que for...)


Sexo errado

Não, não escrevo este título para atrair leitores ao Blog. Se fosse para isso acrescentava a palavra grátis. Sim, que nós portugueses somos tão tesos (no sentido económico e não sexual do termo) que só pesquisamos por sexo grátis! (manda a decência que eu acrescente que isto é o que tenho "óvisto" dizer e que até hoje nem sabia que se podia pesquisar sexo na internet).
Mas falo a sério, da discriminação sofrida pelas pessoas pelo simples facto de terem nascido de um sexo diferente. Da verdadeira. Da contemporânea. Da institucional. Da sofrida ... pelos homens!!
Sim que isso de discriminação das mulheres é chão que já deu uvas.
Continuamos a falar insistentemente dela mas, em coisas realmente importantes, é tão furtiva como o Lince da Malcata. Faz-me lembrar o holocausto nazi que periodicamente nos é recordado para permitir que continue a estratégia de um povo de angariar simpatias e apoios pela vitimização. (Ups, agora fui longe de mais)
É certamente frutífera essa postura. No caso das mulheres passámos da discriminação negativa para a positiva, com quotas mínimas e incentivos à contratação.
Mas nem é isso que me chateia. Desde pequeno que fui ensinado a deixar passar primeiro as senhoras e não me aborrece que esse direito se comece a manifestar nos empregos, tachos e assimilados.
O que francamente me aborrece é muito mais sério e tem a ver com uma das poucas coisas realmente importantes: o exercício do poder paternal.
O pai alheado da educação dos seus filhos é outra das espécies que nos últimos anos viu a sua população ser quase completamente dizimada por pragas sucessivas de educação e formação moral.
São, felizmente, cada vez menos e vão estando restritos a meia dúzia de "parques naturais" situados em aldeias do interior e nos arredores das grandes cidades.
No lado oposto a mãe omnipresente, carinhosa, atenta, preocupada, educadora vai desaparecendo (mais devagar, é certo, mas vai). Oprimida durante anos tenta agora seguir o mau exemplo dos homens que a oprimiram, afastando-se em excesso da visão tradicional da família.
No entanto, nos Tribunais, a custódia dos filhos continua a pertencer quase crónicamente à mãe. Para conseguir que assim não seja é necessário provar que o pai é excelente e a mãe é péssima. Não basta que o pai seja melhor ou muito melhor que a mãe. Ele tem de ser exemplar e mesmo assim só tem hipóteses de ter os filhos consigo se ela for terrível. Ainda persiste a mentalidade retrógrada de que os filhos têm de ficar com a mãe porque... ela é mãe! Basta isso! Seja boa ou má!
Muitos continuam a pensar que os homens, pelo simples facto de o serem, não sentem verdadeiro amor pelos filhos, são incapazes de cuidar deles e de os educar, quando essa deixou, há muito, de ser uma verdade insofismável.
O problema é que parece que ninguém se apercebe disso. Ou apercebe mas não fala.
Parece uma fraqueza, por parte dos homens, confessar que se sentem discriminados.
Afinal, somos "machos latinos"...
Não deixa de ser curioso que à mulher silenciosa - porque mal tratada em casa -, à mulher abusada, vá sucedendo um outro sofrimento silencioso: o dos homens que se mantêm casados com mulheres que muitas vezes abominam, simplesmente por sentirem que não conseguirão suportar a tortura de estar afastados dos filhos que amam... Modernismos!!

2 Comentários inteligentes e algumas alarvidades “Sexo errado”

  1. # Blogger Ouriço-Cacheiro

    Por vezes os filhos são mesmo instrumentos de tortura.Enquanto não se perceber que nós, eles e os putos são MESMO pessoas a sério (sem adjectivações ou substantivizações acessórias)nada feito!  

  2. # Blogger Orquidea

    Não sei que te diga. Conheço caso de homens-pais que são uns FDP e de homens-pais em que as "queridas esposas" usam os filhos como instrumento de vingança.
    O certo é que a união nem sempre faz a força e, ficarem juntos "só" por causa dos filhos, vai ter como resultado uma "paz podre" que eles também vão ver, mais cedo ou mais tarde.
    Falo por mim, depois de muita "tortura", aos 16 anos pedi aos meus pais que se divorciassem porque eu não aguentava mais aquela guerra...  

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