Rais partam isto

Textos que não interessam a ninguém escritos por um niilista agnóstico(seja lá isso o que for...)


E que há?

Estou a desenvolver um estudo sociológico cujo principal objectivo é o de criar um teste seguro para avaliar a pureza do macho latino.
Após meses de reflexão elegeu-se para método de análise a forma como os homens seguram os sacos amarelos do Ikea.
O grande óbice à perfeição do estudo partiu da certeza de que o macho latino puro, o que habita as reservas transmontana, beirã, algarvia e alguns sítios da rede matura 2000 junto ás grandes cidades, como Alcântara, Cais do Sodré, etc., não se desloca ao Ikea e se por algum acaso tiver de lá ir não pega em nada e fica no bar, na parte do self-service da imperial.
O estudo direccionou-se, assim, para o macho impuro ou cruzado.Destes, aqueles que são portadores de um maior grau de pureza pegam no saco pela parte de fora da ponta das alças azuis, arrastando o saco pelo chão.
No nível seguinte temos aqueles que, recusando-se igualmente a usar as alças para as pendurar nalguma parte do corpo, as agarram não pela extremidade superior, mas pela inferior – onde o azul se toca com o amarelo – ainda dentro de um estilo "caixa de ferramentas".
Sempre a descer no grau de pureza encontramos os que – resistindo à tentação de pendurar as alças – atiram o saco para trás das costas, pegando na ponta das alças ao nível do ombro.
Depois, entre os machos jovens, abundam os casos daqueles que apesar de já usarem as alças do saco para o colocar a tiracolo, o empurram completamente para as costas, no que denominamos estilo "mochila com uma alça solta".
No fundo da cadeia encontramos os machos que quase não o são. Os que usam o saco pendurado no ombro, completamente caído, fazendo lembrar uma carteira de mulher. Normalmente fazem-se transportar em roupas de marca, muito justas e estão impecavelmente arranjados, da ponta das unhas à dos cabelos.
É o estilo "panelêrage".
Este estudo teve por base uma porradona de observações numa série de dias intermináveis em que os autores foram obrigados pelas suas mulheres a deslocar-se àquele estabelecimento. À luz das conclusões ora apresentadas o grau de pureza rácica dos autores está já bastante esbatido.

Um tipo de sorte

Sempre fui.
Ok, nunca ganhei o euromilhões ou o totoloto, mas certamente é só porque não jogo.
Um amigo meu, que habitualmente aqui passa sem se manifestar, pode atestar a minha sorte: na faculdade estudávamos sempre os dois . Ele sabia o que eu sabia e, portanto, o que eu inventava nas orais. Sempre com sucesso. Cultivava a arte de acertar nas respostas por puras artes divinatórias.
Safar-me por um triz das mais preocupantes situações é outra das minhas "artes".
Dentro desta área iniciei-me ontem na prática de um desporto radical motorizado praticado de forma involuntária: o "aquaplaning". Na A1, pouco antes do Carregado, a traseira do meu carro tentou ultrapassar-me. Depois de alguns metros completamente de lado, virado de frente para os rails, consegui segurar o carro e endireitá-lo... por pouco tempo, a traseira desta vez fugiu para o outro lado.
Atravessei a auto estrada em toda a largura e terminei, após mais uma série de manobras de recurso, no meio da estrada virado para norte numa faixa de sentido sul. À minha frente uma cortina de automóveis parados. Todos conseguiram parar a tempo de evitar o embate.
Foi tal a descarga de adrenalina que assim que fiquei em segurança senti vontade de sair do carro e ir festejar o "golo".
Mais um dia de sorte na minha vida.

Sou pela pena de morte

Assim mesmo, sem "se", sem "talvez".. Sou e pronto!
Na semana passada, numa quinta junto a Póvoa de Rio de Moinhos, Castelo Branco, foi assassinado um alemão de nome Hans.
Não posso dizer que fosse amigo. Passei apenas uma tarde em casa dele e combinámos outros contactos que, por falta de tempo, ainda não se tinham concretizado.
Estava casado com uma portuguesa e por via do casamento vivia em Portugal há bastantes anos. Homem de cultura vastíssima, entretinha-se nas obras de restauro da quinta, na leitura, nas tardes de contacto com a natureza, a apreciar jazz e música clássica... vivia a reforma.
Foi morto cobardemente à facada e à paulada por um pastor de 32 anos que já fôra seu empregado.
Do curriculum vitae do Pastor constam violações - pelas quais já esteve preso -, tentativas de violação, ofensas à integridade física por ter cortado à machadada todos os dedos da mão de uma mulher e diversas promessas de matar os próprios pais e o resto da família.
Este palhaço, terá dito para alguém, dias antes, que tinha uma lista de pessoas a abater entre as quais estava o alemão. Infelizmente não o levaram a sério.
É também conhecido pelos acessos de raiva. Segundo dizem era habitual partir o pescoço ás ovelhas que pastoreava, sempre que algo o aborrecia.
Estava actalmente em liberdade condicional, atento o "bom comportamento" que teve enquanto esteve preso por violação e outras brutalidades.
Aspira agora a uma pena máxima de 25 anos. No entanto, mesmo que seja condenado a cumpri-los, o mais provável é que daqui a 15 anos esteja cá fora.
Quais são as possibilidades de ressocialização de um energúmeno destes?
ZERO!
Voltará, certamente, com vontade de matar quem tiver testemunhado contra ele ou por violar quem lhe passar na frente.
Espero que os "colegas de ofício" que ele conhecer na prisão acabem por fazer o que os tribunais não farão por estarem legalmente impedidos: executar uma merecidíssima pena de morte e aliviar a sociedade de um perigoso bandalho.
Pela primeira vez não tenho dúvidas: Sou mesmo pela pena de morte!

Gases no estado sólido



De regresso ao trabalho escravo dos prazos e julgamentos que mal deixam tempo para pensar e muito menos para "blogar" consegui agora uns minutos para compartilhar este pequeno esquecimento de um dos médicos mais famosos da nossa praça.
Esteve um ano dentro da barriga da minha cliente e quando ela se queixava ao médico dizendo "Ó Sôtor, parece que trago aqui um garfo espetado na barriga" ele, sem a examinar, respondia "Isso são gases que a senhora tem"...
Acabou por ser o seguro dele a indemnizar. Assim, não lhe custa nada continuar a "esquecer-se" da ferramenta.

Rais Partam Isto II

Apetece-me mandar tudo ás malvas.
Estou farto da profissão que escolhi.
Farto de não dormir a pensar nos problemas dos outros, farto de ter prazer a lixar a vida de alguns. Farto de trabalhar 12 horas por dia e não ver fim ao trabalho. Farto de só ter tempo para a família ao fim de semana.
Estou farto de pessoas; são egoístas, mentirosas e mal agradecidas.
Ás vezes fazemos autênticos milagres e não se nota nem felicidade nem reconhecimento. Desvalorizam de imediato o trabalho feito, pensando que se mostrarem sentimentos mais positivos vão pagar mais.
Como não tenho jeito para pedir dinheiro, nem sequer tenho a compensação de ter uma vida desafogada. Passo a vida a pagar despesas pelos outros, a suportar o trabalho do meu bolso quando simpatizo com as pessoas e me compadeço com a sua situação económica e, mesmo nesses casos, a maior parte das vezes não vejo qualquer agradecimento.
Talvez por isso goste tanto de crianças e de animais. Mostram o que verdadeiramente sentem e sabemos com o que podemos contar.
Passo os dias com o refrão do "Mudar de Vida" do António Variações a repetir-se na minha cabeça.
Aconselharam-me a ter uma amante. Dizem que é uma óptima terapia…
Infelizmente não tenho nem feitio, nem tempo para isso. Já para não falar no dinheiro. Parece-me que isso de ter amantes é coisa para sair bastante cara! Os jantares, os quartos de hotel… e acho que a partir de uma certa idade é obrigatório “montar” uma casa para a amante e sustentá-la por completo. Vem no manual das amantes. Ui ui, é assustador…
Não, não sou queixinhas. Isto é uma vez sem exemplo. Também tenho direito a desabafar, não?
Assim, quando lerem no Jornal que eu raptei os meus filhos, o gato, a cadela e a coelha e notarem que o Blog começa a ser escrito da Polinésia Francesa, já saberão o porquê: Estava farto desta m… (que é como quem diz merda sem dizer)

Ontem tivemos visitas


Ninguém arriscou o beijo. Não há paciência para principes e princesas...

A nova habitante




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