Rais partam isto

Textos que não interessam a ninguém escritos por um niilista agnóstico(seja lá isso o que for...)


Moods

Há dias passei por um blog onde o autor descrevia todas as maleitas que o afectavam, identificava os medicamentos que tomava, os progressos diários... enfim, senti que estava a ler o blog de uma velha hipocondríaca.
Hoje, ao ler os últimos dois textos do meu, tive uma sensação similar.
Na verdade, no meio de tudo isto, das mudanças que estão a ocorrer na minha vida com o divórcio em curso, mentiria se dissesse que ando de rastos. Não, de forma alguma!
Creio que já há muito tempo não me sentia tão bem disposto. A liberdade que se avizinha entusiasma-me. Liberdade para poder escolher o que quero, que neste momento é uma só coisa: tranquilidade!
Para mais, estou convicto de que conseguirei a guarda dos meus filhos - quer por ser um optimista, quer pelo que a minha experiência profissional me diz - pelo que também não é isso que me tira a boa disposição.
2007 dar-me-á um novo estado civil e mal posso esperar pelo ele. Não por querer começar qualquer "caça à mulher", mas pela paz de espírito que me trará.
Um bom ano para todos

Que venha 2007

Definitivamente 2006 é um ano para esquecer... Estou de saída para o funeral de um amigo: O Pedro.
O Pedro era dono da "água viva", uma loja de animais na zona da Estrela em Lisboa.
Com frequência atendia os clientes de arara no ombro, ao melhor estilo pirata, para delícia dos miúdos. Foi com ele que os meus filhos perderam o medo das cobras e se habituaram a manuseá-las. Foi ele que nos ofereceu o Tolas, um coelho orelhudo. Era um miúdo de pouco mais de 20 anos, muito dinâmico e sempre bem disposto, de quem era realmente impossível não gostar.
Trabalhava com paixão pelo que fazia. Adorava animais. Tinha uma arara vermelha, uma cobra falso coral, um tanque de piranhas, um enorme aquário cheio de discos e outros peixes...
Desde miúdo que era comum vê-lo com cobras, sapos e lagartixas no bolso. Não havia visita de estudo da escola em que não trouxesse um amigo novo para casa.
Tenho por verdade insofismável que quem gosta muito de animais é sempre muito boa pessoa. O Pedro era.
Faleceu de 23 para 24 num acidente de mota numa rotunda da cidade da Guarda quando se dirigia à terra do pai para passar o Natal.

LOST

Apetece-me escrever.
Apetece, mas na verdade não sei bem o quê.
Não que não tenha nada para contar. A minha vida tem sido um turbilhão de acontecimentos e emoções nos últimos dias. Estou completamento absorvido pela metamorfose em curso, pelas decisões que tenho de tomar e pelas consequências que delas resultarão... Guio-me por prioridades traçadas. Duas fantásticas prioridades que me fazem perder a racionalidade nalguns momentos.
Mas não quero ser concreto sobre isso. Não quero carrear sentimentos da minha vida pessoal para este blog. Não sou assim! Eu não me queixo, não desabafo... também não acumulo: lido com os problemas, resolvo-os e pronto, não se fala mais nisso!
Espero reencontrar-me em breve e nessa altura regressarei.
Até já

GNR

Um julgamento sem o depoimento de um GNR é como um selo sem cola, comida sem sal ou cerveja sem espuma... Simplesmente não está completo.
Claro que já foi mais assim. Agora a GNR baixou os seus padrões e já admite pessoas com mais do 9.º ano de escolaridade e QI's acima de 70, com claro prejuízo para o folclore daquela força policial.
Felizmente que ainda há os puros. Os que passaram anos com o rabo a calejar nos bancos dos UMM's, aqueles de faces rosadinhas, barriga de gémeos, bigodinho ralo e hálito a aguardente.
Ter a sorte de apanhar um desses em Tribunal é uma ocasião única, só comparável a pisar um cocó de lince na Malcata.
Ontem fui abençoado com um desses avistamentos...
Enquanto esperava pelo início do julgamento em que ia intervir assisti a um julgamento pelo crime de condução sem carta. A única testemunha era um GNR em estado puro, com as características da raça e uma outra que o tornaria um sério candidato à vitória no mega concurso do "Cabelinho à Paulo Bento": o risco ao meio.
Desenvolveu-se, então, este soberbo diálogo...
Procurador:
- O senhor cabo conhece esse senhor:
GNR:
Conheço sim senhor... mas posso já dizer que desde aquela ocasião nunca mais o vi a conduzir!
(Outra dos traços característicos do GNR clássico ou puro é esta tendência de desculpabilizar todo aquele que já lhe tenha pago um copo ou que o possa vir a fazer...)
Procurador:
Então este senhor ia a conduzir sem carta?
GNR:
Não foi bem isso... Ele apresentou-me uma carta, só que eu comecei a olhar para ela e achei aquilo muito estranho. Disse-lhe logo: Olhe lá, Tá-me a parecer que esta carta tem aqui muitos números... A carta parece-me que não é bem verdadeira... Olhe, nós vamos confirmar isto e ódespois logo lhe dizemos qualquer coisa! Depois escrevemos pá DGV e de lá disseram-nos que este senhor não tinha carta.
Procurador:
??? Então esse senhor apresentou-vos uma carta falsificada??? E onde é que a carta está, não a apreendeu???
GNR:
Não, entreguei-a ao "home".
Procurador:
(Cada vez mais irritado)
Então o senhor vê uma carta falsificada e... não a apreende???
GNR:
Não senhor, não apreendi!
Procurador:
(incrédulo)
Mas porquê????
GNR:
(convicto de que está pleno de razão)
Ora, atão porque não trazia lá expediente. Não tinha lá o livro de guias para passar quando se apreende alguma coisa!
Confesso que não resisti e desatei a rir à gargalhada, no que fui acompanhado pelo procurador e pelo juiz.
Pois tá claro, sem o expediente adequado não se pode trabalhar...

Pedaços da Beira

Fui barrado

Tou na lista negra.
Já há dois dias que não consigo comentar no Rafeiro, na Maria e na Nanny.
Finalmente toparam-me e já não querem nada comigo.
Fui censurado por estes Salazarentos...
Eu que, de uma forma completamente desinteressada, queria oferecer-me ao rafeiro para vender a ideia do último post dele à National Geographic - a troco de uma pequena comissão de 95%.
Eu que queria desesperadamente saber se a Nanny me conhece e descobrir quem me viu no Tribunal de Leiria...
Eu que queria saber se a Maria comprou o perfume para o X por causa do cheiro ou do slogan...
Não posso! Estou de pés e mãos atados!
Uniram-se para me por de parte.
Sinto-me como o Calimero.
E não, a sensação a que me refiro não é a que ele teve quando sodomizou a abelha Maia...

Passeios

A sorte dos outros

Absorvido por um homicídio que desde Quinta Feira consome quase toda a minha memória RAM disponível, não me tem sido possível escrever.
Não posso, no entanto, deixar de compartilhar esta história:
Um cliente meu devia bastante dinheiro a um banco português, estando já atrasado com um ano de prestações.
Em 2002 fizémos uma proposta para a liquidação da totalidade da dívida ao advogado do banco. Nunca tivémos resposta apesar de várias insistências.
Voltámos a contactar o Banco em 2003 e 2004 manifestando a vontade do meu cliente em pagar.
Nada! Nem sequer nos responderam.
Um destes dias o meu cliente passou pelo balcão e pediu para lhe verem o montante em dívida.
Ora, de acordo com o sistema informático a dívida é de ZERO.
Sem que ele tivesse desembolsado um chavo, o Banco deu-se por pago!
Ele há incompetências que dão um jeitão....
Após reler o texto creio ser importante esclarecer que o homicídio que me consome não foi praticado por mim, nada tendo a ver com a "decisão" referida no meu post anterior...

Estados

É terrível a angústia de ter de tomar uma decisão importante e não o conseguir fazer...

Espírito natalício

Cada vez que penso no Natal lembro-me do Sporting e dessa estranha aversão ao mês de Dezembro.
Por melhor que esteja a jogar, chega ao mês do Natal e estatela-se.
Recordo-me sempre e em particular do Natal de 1993. Pouco depois do acidente que atirou o Cherbakov para uma cadeira de rodas e da derrota por 3-0 na Áutria frente a um quase desconhecido Casino de Salzburg, o Sporting foi à Luz em vésperas de Natal. Marcou primeiro o Sporting pelo Luis Figo, que dedicou o golo de forma emocionada ao Cherba. O Benfica empatou pelo Yuran e fez o 2-1 num daqueles petardos fantásticos do Isaias. O jogo terminou com o estádio em peso a cantar músicas de Natal virado para a claque do Sporting...
Por mais gozo que isso me dê enquanto benfiquista, como português irrita-me solenemente este hábito do Sporting perder e ser humilhado por equipas desconhecidas. A de ontem não ganhava há 23 jogos para as competições europeias... Será necessário vestir o pai natal de verde?

Lavar a cara


Enquanto não mudo de vida, vou mudando de templates.
Já estava farto do negro (tinhas razão Maria).




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