Rais partam isto

Textos que não interessam a ninguém escritos por um niilista agnóstico(seja lá isso o que for...)


Guerra das Rosas

À medida que o tempo passa vou percebendo porque é que nunca gostei de divórcios.
Cuba, país que adoro onde já estive 2 vezes e onde gostava de voltar, tem o sistema mais racional que conheço: Publica-se um anúncio no jornal e pronto, divórcio tratado, assunto arrumado.
Com o exacerbamento das emoções cometem-se autênticas loucuras, traem-se princípios, mente-se - mente-se muito - e, acima de tudo, esquece-se o mais importante, que é o bem estar dos menores quando os há.
Um dos mais promissores jovens escritores da américa latina da actualidade, Santiago Rocangliolo, escrevia há pouco no seu blog e a propósito da guerra que " En una guerra no hay información: sólo hay propaganda. Cada cosa que se dice sobre el combate en realidad forma parte de él, de la guerra de las ideas que se libra en paralelo a las balas. Incluso las palabras que se escogen tienen una razón. Y esa razón nunca es decir la verdad. "
Os divórcios são assim.
....

23 Comentários inteligentes e algumas alarvidades “Guerra das Rosas”

  1. # Blogger Rafeiro Perfumado

    E o pior, Helder, é que numa guerra raramente há vencedores, mas há sempre vencidos, por vezes os mais inocentes. Espero que tudo te corra pelo melhor. Mais não opino porque não conheço o contexto e acho que não devo meter o bedelho! Um abraço!  

  2. # Blogger Orquidea

    A guarda conjunta é a melhor solução. As crianças estão em primeiro lugar. E quem pensa de maneira diferente, quem vê as crianças como "propriedade", é porque não está bem consigo próprio/a.
    Amor é altruísmo e bom senso. Espero que estas características sejam do pai e da mãe. Ficam todos a ganhar. Em todos os aspectos.
    Os filhos em primeiro lugar!  

  3. # Blogger Ao Luar

    Como o titulo de um post teu... "O que tu tens a ver com isso, pergunto eu..."
    Quando eu me separei a minha princesa tinha 6 anos acabados de fazer...Quem falou, explicou tudo o que se iria seguir fui eu, nunca apontei o dedo ao pai, ainda hoje ao fim de 4 anos nunca o fiz, nem nunca lhe disse que não podemos ter mais porque o pai não dá qualquer ajuda mensal, que não temos o nosso canto porque o pai ainda não colocou a casa à venda, nem as verdadeiras razões da separação.
    Apenas lhe disse que a mamã já não gostava do papá como namorado, que estavam sempre a dscutir e que iriam ser apenas amigos, o pai continuava a ser o papá dela e eu a mamã, que nunca ninguem iria tirar esse lugar, e que ambos a amavamos muito, a diferença era que o papa já não ia dormir nem comer em casa, mas que ela o podia ver sempre que assim o desejasse, bem como ele.Ela deu-me um abraço e disse: "Mamã nós as duas vamos ser muitos felizes, nunca me vais deixar, pois, não?" (Nem preciso de dizer o que lhe respondi)
    No dia seguinte ela voltou-se para o pai e disse:"Não fiques triste, a mamã vai ser tua amiga e nós as duas vamos ser felizes juntas e eu vou ver-te sempre que me apetecer"
    Ainda hoje mal nos falamos (amigavelmente claro) mas sempre que ela quer vai ter com o pai.
    O mal no divorcio não é só a separação, mas quando as crianças servem de moeda de troca, ou de escudo, ou até de arma para se obter aquilo que se quer obter.
    Helder, desculpa este longo desabafo...
    Que seja "facil" para eles aceitarem a realidade que ai vem.
    beijo  

  4. # Blogger Nanny

    E estes amigos, também cá estarão para te apoiar!

    Seres homem poderá ser um óbice...!? Para algumas coisas, diria que sim! Mas para Amar não me parece que o seja...

    Festinha da gata  

  5. # Blogger Bolacha Maria

    Não imaginas o quanto teria para dizer acerca desse tema!..Welcome to the club (vários, parece-me..dos Direitos e dos Divórcios..).Por vezes em situações limites, fazemos coisas que condenaríamos normalmente.Ficamos meios irracionais e sem norte!Felicito-te em defender a mãe à frente das crianças.Felizmente também nunca caí na tentação de falar mal do pai ao meu..Os filhos têm todo o direito a ter uma boa imagem dos pais e terão tempo de formar sozinhos a sua opinião..
    Que tudo se resolva pelo melhor para os pequenos, que t~em todo o direito à estabilidade emocional!  

  6. # Blogger ci

    pois...e quando mete filhos no meio...pior ainda...

    beijinhos da ci  

  7. # Blogger DIV de divertida

    Se assim é porque os teus filhos o referem, desejo que consigas concretizar o teu sonho!!
    Amor de pais é fazermos tudo por eles sem a noção de sacrifício.
    FORÇA!!!!  

  8. # Blogger Maria

    Só tenho 2 perguntas:


    --> Porque é que ela está sempre zangada?

    --> Porque é que nunca está em casa?

    Responde se quiseres [desculpa a intromissão].

    beijinhos e força  

  9. # Anonymous Anónimo

    Aplauso à Maria pela diferente perspectiva e que responda quem souber ou quiser.
    Como acima se disse numa guerra há não vencedores, apenas vencidos. Pelo que vou sabendo há já dois vencidos. As crianças, isso é certo. O problema que urge resolver é minimizar o grau dos ferimentos que estes possam sofrer e isso resulta da conduta, e racionalidade de quem pode dedcidir o rumo dos acontecimentos, o contorno do seu futuro.
    Infelizes daqueles que apenas têm de aceitar o que o seu destino, traçado por outros, lhes trás. Apenas esperava , ao menos, que se tivesse procurado saber a sua opinião.
    Porém, esta não foi, de certeza, tida em conta, até porque, como se escreveu, de nada sabem.
    Ignorantes aqueles que pensam que as crianças, por mais pequenas que sejam, não sabem ou não se apercebem da realidade. Talvez não se apercebam de forma clara. Mas isso ainda é mais preocupante porque entendem as coisas à maneira deles e por vezes, não raras vezes, da pior maneira.
    Tenho um filho e sei o que isso é, pois muitas vezes me surpreende. Por outro lado, também escrevo com a amargura de ver morrer algo que bonito vi nascer.
    Um abraço e desculpa metere-me na vida alheia.  

  10. # Blogger ci

    " Silêncio"

    O silêncio é a morte.
    A morte de uma pessoa,
    A morte de um espaço.
    O silêncio pode-se vencer;
    No silêncio pode-se lutar;
    O silêncio pode-se combater.
    O silêncio é solitário,
    O silêncio é mudo,
    O silêncio é triste.
    Uma pessoa que vive no silêncio
    Não pode viver feliz e contente,
    Com auto confiança,
    Como toda a gente.
    O SILÊNCIO domina-nos....

    O silêncio domina-me, a mim pessoa comum...por isso me retiro...até um dia destes...encontramo-nos por aí...

    ci  

  11. # Blogger Hélder

    Rafeiro: Todos perdem

    Orquídea: Pudesse eu estar a divorciar-me antes de ti, seria muito mais facil :)

    Ao Luar: Estás desculpada pelo desabafo que agradeço. A racionalidade perde-se de tal forma que o exemplo dos outros, já visto a frio, é uma grande ajuda.

    Nanny: Para amar não, para que o amor seja presumido é. Obrigado pela solidariedade.

    Bolacha: Pois é, mas eu sem o notar acabei para usar o texto para falar mal dela de uma forma que um dia poderia estar ao alcance deles. Por isso vou omitir algumas partes. Obrigado pelo apoio.

    Ci: muito pior.

    Div (ertida): obrigado.

    Maria: pelas razões que te indiquei e que resultam de não querer transformar este blog em mais uma fonte de problemas com a minha mulher, respondi-te por outra "banda"... Beijo.

    Anónimo: Obvio que nos conheces e que tens razão. Ao reflectir sobre o teu comentário decidi duas coisas: a primeira que vou tentar, desde já, falar com a minha mulher para tentarmos conversar como amigos com os miúdos. A segunda, que vou deixar de falar sobre o meu divórcio neste blog. Afinal, cometi um erro crasso: o de assinar com o meu nome. O Blog está aqui acessível para que qualquer pessoa que nos conheça possa transmitir à minha mulher os meus desabafos e fontes de problemas é o que mais nós temos. Não quero que esta seja mais uma.
    Abraço amigo.

    CI: Onde vais miúda? Retiras-te?? Tás lá tu em idade disso...  

  12. # Anonymous Anónimo

    Pessoalmente também não gosto de divórcios, embora considere que alguns são necessários. No entanto, parece-me que cada vez mais os casais desistem mais cedo e sem chegar a tentar todas as possíveis opções que existem para ultrapassar aquela que não é mais que uma crise, que marca a transição para uma nova da vida de ambos e da família.
    A minha visão é estruturada de acordo com a minha experiência pessoal, como filha de pais divorciados, e profissional, através da intervenção diária com crianças e pais/outros familiares em situação de crise (pelas mais diversas causas).
    Penso que o mais importante não é definir se a guarda é conjunta ou não, salvo em casos em que exista perigo para a criança, o problema existente entre o casal não deve tirar o direito que tanto pais como filhos têm de participar na vida de ambos. A guarda é só um papel.E acreditem a presença e participação quase diárias na vida dos filhos e dos mesmos na dos pais é muito importante. São coisas tão simples quanto "foi o pai que me levou à primeira festa" ou "estive presente na festinha do meu filho que marca a passagem do jardim-de-infância para escola primária". Acontecimentos como estes, que parecem tão triviais, marcam a vida tantos de pais como de filhos e se a maturidade nos faz estar mais cientes destas falhas, o tempo, por sua vez, não ajuda a repará-las. E a mágoa fica.
    Podia continuar, mas concerteza estaria a me esticar muito.
    Cada caso é um caso, e nem todos os divórcios são iguais, nem os casais, nem os filhos, em o que cada um pretende ou não, etc. Não são papéis, nem pensões, nem visitas...são sentimentos, vivências, desilusões, expectativas, alegrias, solidão, raiva, etc....mas lá no fundo sempre há um sentimento positivo por aquele(a) que mais odiamos no momento, por ser o pai, a mãe, o marido, a mulher, alguém de quem pelo menos num dado momento significou tudo para nós.
    Pais resistem e os filhos também são capazes de o fazer, mas se fosse dada uma segunda oportunidade quase todos dizem que não fariam o que fizeram.
    Que corra tudo pelo melhor, para si, para a mãe e para os vossos filhos.  

  13. # Blogger Maria

    Obrigada pela confiança. Li o que escreveste "por outra banda" e vou "deletar" não vá o diabo tecê-las. E pelo pouco que conheço da vida (e pelo que sofri por causa do meu pai...) acho que o melhor é separarem-se enquanto são novos e enquanto podem preservar a sanidade mental dos vossos filhos.

    um abraço enorme  

  14. # Anonymous Anónimo

    Há certos principios dos quais não se abdica. Keep cool !  

  15. # Blogger Hélder

    Arwen: Tens razão quanto ás oportunidades. Também sinto isso com os divórcios com que lido. Banalizou-se o divórcio e hoje quase parece mal não ter tido já um. Entre algumas pessoas é quase uma questão de curriculum...
    Há, no entanto, situações em que não há mesmo outra solução.
    Quanto à presença diária ou quase na vida dos filhos, é muito difícil para aqueles que têm apenas direito a um fim de semana quinzenal com eles... Sou fã da guarda conjunta porque permite que ambos os pais acompanhem realmente os filhos e ambos eduquem. Os menores sentem a presença dos dois por igual e não existe a figura do pai ou mãe de férias ou fim de semana que estraga por completo a educação que o outro pretende dar e é uma fonte de desestabilização familiar. Para o pai/mãe de fim de semana as vontades dos miúdos são sempre feitas, a disposição é sempre boa, a festa é permanente...

    Maria: Obrigado pelo "delete"

    Anónimo: (wild guess) Até Sexta?  

  16. # Blogger Ao Luar

    Este comentário foi removido pelo autor.  

  17. # Blogger ci

    Quebrei o silêncio...:)

    beijinhos da ci  

  18. # Blogger jj

    Um beijinho.  

  19. # Blogger Ouriço-Cacheiro

    Olá! Feliz 2007... o tal do ciclo conómico. Voltei ao mundo dos vivos. Fico feliz por estares mais feliz... Apesar de tudo. PS. odeio salamandras... mas adoro rãs. Tens para a troca?  

  20. # Blogger Nanny

    Voltei ao mundo dos mortais (cheínha de dores no corpo todo...)
    e encontro-te... tão mais sério e preocupado!
    Espero que nunca na vida alguém se sirva destes espaços de desabafo (que muitos de nós temos) contra nós próprios! Mas também confesso que já vi de tudo na vida...
    Espero que contes sempre com esta gata tonta, para o que der e vier!

    Abraço forte e festinha da gata  

  21. # Blogger Nanny

    Hélder - E tu por algum, mero e horrendo, acaso, alguma vez te passou pela cabecita que, eu seria capaz de ousar, sequer, pensar... em mandar bocas ao meu emérito patrono?????!!!!  

  22. # Blogger Nanny

    Sinto-te a falta!
    (não, não foi erro de português, foi mesmo intencional, hihi!)

    Aparece!  

  23. # Blogger lifeyes

    Felizmente nem todos os divórcios são uma guerra, mas a maior parte, sim e sem duvida que uma guerra estúpida.
    Casamento é um contrato. Paternidade e maternidade, não! Estas são vitalicias!  

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